Um guia para quem vai pela primeira vez
O dia hora a hora, estrada incluída
Uma recolha ainda de noite no Rio, duas horas de estrada, um circuito de escuna pela baía, almoço em Ilha Grande e a mesma viagem no regresso — eis a verdadeira forma do dia, não a versão de brochura.
Ver bilhetes para Angra dos Reis e Ilha Grande no GetYourGuide ↗O dia por ordem
| Manhã | Tarde | |
|---|---|---|
| O que acontece | Recolha no hotel, viagem pela estrada, embarque na escuna | Paragens na baía, Lagoa Azul, almoço em Ilha Grande |
| Hora | A partir de uma recolha entre as 5h e as 6h | A viagem de regresso termina já de noite |
| Na estrada | ~2 a 2,5 horas até Conceição de Jacareí | O mesmo tempo de novo no regresso |
| Na água | Circuito de escuna e paragens para nadar | Almoço buffet na Praia do Japariz |
| Total | 12 a 14 horas porta a porta | 12 a 14 horas porta a porta |
Antes da água: a viagem de estrada
O dia começa ainda de noite, ou quase — recolha nos hotéis pela Zona Sul do Rio, passando por Copacabana, Ipanema e Leblon antes de o autocarro sequer chegar à estrada. Daí em diante é a BR-101, a estrada Rio–Santos, que acompanha o litoral da Costa Verde rumo a sudoeste, em direção a Angra dos Reis. O trajeto direto cobre cerca de 150 km e demora umas duas horas com trânsito fluido; com várias paragens em hotéis empilhadas no início do dia, o número realista é maior. Esta é a parte do dia que a maioria dos itinerários passa por cima, e vale a pena entrar de olhos abertos: está a comprar um dia inteiro, e entre um terço e metade dele é passado num autocarro antes de sequer ver água.
A troca de meio de transporte em Conceição de Jacareí
O trabalho do autocarro termina num ponto de embarque na região da Costa Verde, onde a escuna assume o resto do dia. É a dobradiça do dia — o momento em que uma viagem de estrada se transforma numa viagem de barco. A partir daqui, o ritmo muda: em vez de um lugar fixo e da vista pelo para-brisas, há um convés, uma amurada e água aberta em todas as direções. O embarque costuma ser simples, embora numa saída com lotação completa possa demorar alguns minutos até toda a gente estar instalada, os coletes salva-vidas distribuídos e o briefing de segurança concluído antes de a escuna arrancar mesmo.
As paragens na baía, uma atrás da outra
Assim que a escuna se põe em movimento, o dia comprime-se numa sucessão de paragens curtas e distintas: um pequeno ilhéu, a lagoa Lagoa Azul para snorkel, uma breve passagem pelo povoado histórico de Freguesia de Santana e, por fim, a Praia do Japariz para o almoço. Nenhuma destas paragens é particularmente longa por si só — o valor está na sequência, em ver uma ilha, uma lagoa e uma capela do século XIX em poucas horas, em vez de escolher apenas uma. Leve a máscara já à mão junto à amurada, em vez de a deixar arrumada; os intervalos entre paragens são mais curtos do que parecem e a tripulação não espera por quem demora a despachar-se.
O almoço, e o longo caminho de volta
A Praia do Japariz é onde o grupo sai mesmo do barco — não é uma paragem para fotografias, mas um almoço buffet sentado na própria Ilha Grande, com os pés na areia em vez de no convés. É também, sensivelmente, o ponto médio do dia. Depois do almoço, a escuna vira de novo pela baía, refazendo o percurso da manhã com menos razões para parar, antes de entregar toda a gente de volta ao autocarro para a viagem até ao Rio. Essa viagem de regresso é a parte do dia que ninguém fotografa: umas duas horas de estrada, a terminar já de noite, com o total de doze a catorze horas do dia explicado, em grande parte, pelas duas viagens de estrada que emolduram um trecho mais curto de água.
O que isto significa para planear a sua viagem
Como o dia inteiro fica ocupado — da recolha de madrugada ao regresso já de noite — não marque nada antes ou depois. Um voo tardio na mesma noite é pedir sarilhos se o autocarro se atrasar; uma excursão exigente na manhã seguinte é pedir muito a um dia que já teve mais de doze horas. Trate isto como um dia inteiro e independente no seu itinerário do Rio, e não como um extra de meio dia, e o resto da logística resolve-se sozinho.
Porque é que a duração varia entre saídas
O intervalo de 12 a 14 horas não é uma expressão vaga de marketing — reflete um dia construído a partir de partes variáveis. O trânsito do Rio na ida, o número de hotéis que o autocarro tem de visitar antes de chegar à estrada, as condições do mar na baía e o tempo que o grupo demora no almoço empurram o total numa direção ou noutra. Uma manhã mais calma e um grupo pontual podem trazer o autocarro de volta bem dentro das doze horas; um começo lento ou trânsito intenso no regresso podem esticar o dia até às catorze. Nenhum dos casos é sinal de que algo correu mal — é o intervalo normal para um dia construído com tantas partes móveis.